ARTE COMO CIÊNCIA

ARTE COMO CIÊNCIA apresenta entrevistas com artistas que desenvolvem um olhar reflexivo e científico sobre a relação entre seu fazer artístico e a sociedade.

O projeto audiovisual ARTE COMO CIÊNCIA apresentará, em sua primeira temporada, um conjunto de entrevistas com artistas de diferentes países que trabalham na interlocução entre teoria e prática e que criaram teorias, conceitos ou terminologias, com base na conjunção entre a reflexão e o seu fazer artístico. A intenção é dialogar sobre o papel crucial e específico que os distintos discursos artísticos desempenham na permanente formação pessoal e coletiva, em cooperação, mas não em subordinação, com outros campos do saber. 

Conforme o conceito de dramaturgia radical, desenvolvido por Viviane Juguero, em seu doutorado (UFRGS, 2019), os discursos artísticos, por seu caráter afetivo-pluriperceptivo, constituem-se como parte essencial na determinação das raízes culturais que geram modos de emocionar e refletir que levam às escolhas de ação, em conformidade com as possibilidades dos distintos contextos. Nesse sistema, assim como existem objetos artísticos que oportunizam a reflexão, ao revelar as contradições sociais, outros tantos naturalizam o status quo e promovem o pensamento hegemônico. 

Não é à toa que dirigentes autoritários, de diferentes épocas e territórios, lutam pelo domínio das ferramentas de expressão cultural. Também não é sem motivo concreto que as sociedades democráticas reconhecem o acesso à diversidade cultural como uma prioridade para o desenvolvimento social. É inegável que as manifestações artísticas sempre foram essenciais às transformações culturais e revoluções sociais. Paradoxalmente, a produção artística é, muitas vezes, considerada supérflua em discursos que pretendem diminuir ou ocultar o papel essencial que desempenha na estruturação subjetiva e social. Esse posicionamento político está embasado, por um lado, em evidentes interesses de manutenção da subordinação sociocultural e, por outro, na ignorância sobre o caráter determinante e insubstituível das criações artísticas na transformação social. Em meio às falsas verdades propagadas, outro aspecto falacioso é a forma como os financiamentos públicos à arte são considerados como gastos fúteis e não como o que efetivamente são: investimentos que retornam em grandes benefícios financeiros ao país. No Brasil, a economia da cultura gera emprego e renda a diversos setores direta e indiretamente, sendo responsável por aproximadamente 2,7% do PIB do país.   

No decorrer da pandemia, percebe-se o enorme consumo de produção cultural, necessário tanto à fruição estética quanto à manutenção da saúde psíquica. Paradoxalmente, no Brasil, o setor produtivo cultural tem sido amplamente negligenciado no que concerne às medidas político-culturais de emergência para o setor, salvo honrosas exceções.

O acesso ao conhecimento heterocientífico  sobre a ampla e diversa área artística é de fundamental importância para o desenvolvimento da consciência a respeito do essencial e insubstituível papel da arte na complexa composição social. Por essa razão, o projeto ARTE COMO CIÊNCIA, traz a público profissionais da arte, de diferentes partes do mundo, que desenvolvem teorias, conceitos e terminologias que contribuem para o aprimoramento da consciência social sobre o tema. 

 

 

FICHA TÉCNICA:


Idealização: Viviane Juguero


Coordenação geral: Viviane Juguero e Daniela Israel
Apresentação dos programas: Viviane Juguero


Coordenação técnica: Daniela Israel


Consultoria textual: Richard Serraria


Equipe colaboradora: Bárbara Kastner, Cleiton Echeveste, Daniela Israel, Dione Carlos,
Jessé Oliveira, Julio Moracen, Onisajé, Richard Serraria, Viviane Juguero.


Música-tema: A balada certa (Richard Serraria e Bataclã FC, 2002)
 

Produção: Bactéria Filmes


Assistente de produção: Éder Rosa


Assistente técnico: Henrique Rosa Juguero


Parcerias:


Grupo de Trabalho (GT) “O Afro nas Artes Cênicas: performances afro diaspóricas em uma perspectiva de decolonização” da ABRACE - Associação Brasileira de Artes Cênicas


CBTIJ - Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude
 

Bactéria Filmes


Bando de Brincantes


Arte como ciência é um projeto sem fins lucrativos. Curta, compartilhe e aproveite. 
© 2020 por Viviane Juguero e Daniela Israel.